<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393</id><updated>2012-02-16T06:30:16.766-08:00</updated><title type='text'>Notícias da Ilha</title><subtitle type='html'>Notícias da ilha de São Luís do Maranhão, lembranças dos exílios e outros textos banais.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-4351899112258222072</id><published>2008-05-17T19:57:00.001-07:00</published><updated>2008-05-17T19:57:35.149-07:00</updated><title type='text'>O velho</title><content type='html'>O velho encostava a testa no balcão molhado daquele antigo bar de São Luís. O botequim fervilhava de gente e música. Entre conversas animadas, pessoas rindo felizes, cadeiras mexendo para nos acomodar melhor, uma ou outra gargalhada mais espaçosa, animais movendo-se nas barracas de feira, o velho, incólume, debruçava-se naquele balcão úmido e frio. Parecia até mesmo morto, mas o copo, ainda úmido externamente, denunciava-o como vivo, pelo menos até pouco tempo. Aquela figura me tirava a atenção da conversa da mesa, meus olhos buscavam qualquer movimento, qualquer suspiro. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã seguinte surgiu esplendorosa já nas suas mais tenras horas. Aquela brisa atlântica soprava sobre toda a cidade, o ar, suavemente frio, era limpíssimo e leve demais. No céu um azul indescritível, sem uma nuvem sequer para manchar-lhe a intensidade, era uma chamado para a vida e um aviso que o dia seria inexplicavelmente quente. E assim o foi. Dentro das roupas empapuçadas media-se temperaturas solares. O vento cessara, o céu continuava límpido, transparente, nem mesmo azul ele era. O sol restava branco, intenso e só. Castigando-nos, implacável. Até que uma pequena nuvem, vindo da direção de Alcântara, parecia gritar lá de cima: água! E assim o foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde sombria, fria e úmida. Agora já havia um vento ameaçando os telhados metálicos e as paredes de taipa. Tudo se fechava. Tudo se encolhia esperando o dilúvio anunciado e eminente. Tudo era medo e esquiva. Blasfêmia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez entardecesse naquela testa encostado no balcão do Léo e talvez preparava-se uma chuva tremenda. Talvez já chovesse, tempestadeando. Talvez até já fosse noite e o velho contemplava apenas o ocaso na Praia Grande. Lindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-4351899112258222072?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/4351899112258222072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=4351899112258222072&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/4351899112258222072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/4351899112258222072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2008/05/o-velho.html' title='O velho'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-3775577354228365584</id><published>2008-02-15T07:00:00.001-08:00</published><updated>2008-02-15T07:01:21.354-08:00</updated><title type='text'>Num posto no centro</title><content type='html'>Acabava de parar no posto de gasolina para abastecer. Encostado ao carro não pude deixar de reparar no casal sentado de frente para mim, num balcão da loja de conveniências, por trás do vidro que enclausura a lojinha.&lt;br /&gt;Um casal jovem e bonito. O rapaz bebia uma cerveja, a garota um guaraná. O rapaz falava empolgadamente (e empolgantemente), ria muito. Colocava as mão no joelho, cruzava os braços, perguntava-lhe algo ou simplesmente esperava um retorno. Que era dado imediatamente, enquanto a moça continuamente acariciava seus longos cabelos negros, como se tentasse esticá-los ainda mais.&lt;br /&gt;A conversa era entusiasmante e animada. Num rompante de expressão corporal, com os braços largamente abertos, ele solta uma piada ou algum comentário engraçado, como se fechasse um ato. Ela ria franca e abertamente, no mesmo instante ele se levanta, vira as costas e vai em direção à geladeira, onde restam mais cervejas. Durante a ausência do rapaz, ela permaneceu na gargalhada hilária, demonstrando ao mundo que a frase a pouco dita era realmente engraçada ou que ela está perdidamente interessada no rapazote. Ele volta, se insinua numa espécie de passo trôpego de dança, é recompensado com os belos dentes da moça à mostra novamente. Ainda rindo, abre a cerveja, dá-lhe um belo gole. E volta a conversa.&lt;br /&gt;Enquanto isso eu pago a conta, entro no carro, ligo a Corinne, dou passagem a um senhor com um crachá preso ao bolso da camisa de botão por um clipe, subo a Bandeira Tribuzzi e sumo no largo horizonte da Holandeses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-3775577354228365584?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/3775577354228365584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=3775577354228365584&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/3775577354228365584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/3775577354228365584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2008/02/num-posto-no-centro.html' title='Num posto no centro'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-5139693483729897464</id><published>2008-02-14T13:39:00.001-08:00</published><updated>2008-02-14T13:39:59.859-08:00</updated><title type='text'>Meu caminho</title><content type='html'>Na volta do trabalho para casa uso sempre o mesmo caminho. Desço na parada de ônibus em frente ao supermercado cruzo a avenida de quatro faixas e entro na vizinhança por uma rua asfaltada com belas casas.&lt;br /&gt;Pouco antes de alcançar a entrada do meu condomínio, para encurtar o caminho, cruzo em diagonal um terreno baldio por uma trilha entre o mato e os detritos. Desta trilha já conhecia tudo. Seu ponto correto de entrada não era o óbvio, tem que se fazer um leve desvio na calçada. Conhecia todos os seus obstáculos. As espécies de mato que ali proliferavam sem se intrometer na minha trilha. Havia flores belíssimas, mesmo sendo de mato. Eu era conhecido de todos os vira-latas, eu não os importunava e nem eles a mim. Era amigo do jumentinho que se alimentava sempre amarrado, e me livrava facilmente de suas minas terrestres deixadas no caminho. Esse não respeitava minha trilha. Sabia das pedras e dos galhos. Dos montes de areia e de barro. Da metralha e do lixo deixado no canto do muro.&lt;br /&gt;Mas as chuvas começaram e voltei a usar meu carro diariamente. Além disso, me ausentei por um tempo dos meus caminhos diários.&lt;br /&gt;Hoje não há mais minha trilha. Ervas daninhas, matos feios e espinhentos, tomaram conta do meu caminho diário e servem hoje, provavelmente, de abrigo a animais peçonhentos. A lama tomou o lugar do chão pisado e resistente. O jumento sumiu e os cães parecem um tanto estressados. O lixo se espalhou por todo canto e há muito mosquito.&lt;br /&gt;Quase não chego em casa esse dia.&lt;br /&gt;Mudei meu caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-5139693483729897464?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/5139693483729897464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=5139693483729897464&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/5139693483729897464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/5139693483729897464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2008/02/meu-caminho.html' title='Meu caminho'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-7426830070952287972</id><published>2008-01-27T16:22:00.000-08:00</published><updated>2008-01-27T16:24:46.970-08:00</updated><title type='text'>Entraram mudos e saíram calados.</title><content type='html'>Chegaram àquela espécie de cantina totalmente calados. Rijos e frios, reciprocamente. Sentaram na primeira mesa à vista.&lt;br /&gt;Havia um certo ar de constrangimento na mesa. Um olhar cortante, de acusação. Algo não estava certo. Pediram mais com gestos que com palavras e ele fugia daquele olhar lascivo acompanhando os passos do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;garçom&lt;/span&gt;, esperando que lhe trouxesse sua água. Seus olhos acompanhavam o funcionário da cantina como se nele estivesse sua única chance de absolvição.&lt;br /&gt;De tempos em tempo volta-se para aquele olhar à sua frente que ainda lhe pedia a cabeça. Só para conferir. Havia fogo naquele olhar.&lt;br /&gt;O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;garçom&lt;/span&gt; chegara com a água. Tinha pedido aquela água não por sede, nem nada do tipo. Queria tomar apenas um pouco de tempo. Sabia que suas chances eram mínimas e o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;garçom&lt;/span&gt; não lhe tinha entregue a liberdade. Olhava os outros clientes daquele estabelecimento decadente, buscava piedade talvez. Um rosto conhecido que lhe tirasse do raio de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ação&lt;/span&gt; daquele olhar perfurante. Nada. Letreiros, cartazes, nada ao alcance dos olhos. Só aqueles outros olhos, que lhe tiravam o sossego, a calma e a dignidade.&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, naquele tempo um tanto quanto suspenso no ar, naquela angústia de réu confesso e intimidado, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;garçom&lt;/span&gt; redentor lhes serve a comida pedida, requentada e de não muito boa aparência.&lt;br /&gt;Agora aqueles olhos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;acusativos&lt;/span&gt; não lhe causavam mais aflição. Ambos de boca cheia o diálogo estava improvável.&lt;br /&gt;Acabaram, pagaram a conta e continuaram na calçada. Lado a lado.&lt;br /&gt;Entraram mudos e saíram calados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-7426830070952287972?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/7426830070952287972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=7426830070952287972&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/7426830070952287972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/7426830070952287972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2008/01/entraram-mudos-e-saram-calados.html' title='Entraram mudos e saíram calados.'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-6211444374297301726</id><published>2007-12-18T17:05:00.000-08:00</published><updated>2007-12-18T17:10:35.913-08:00</updated><title type='text'>Um quarto</title><content type='html'>Uma boneca azul de pano no chão, de bruços, em frente a um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;somzinho&lt;/span&gt; cinza desligado, desses chineses que vendem nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;camelôs&lt;/span&gt; por ai. Era esse o único vestígio de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;bagunça&lt;/span&gt; naquele quarto impecável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Na escrivaninha, que também suportava o som em seu compartimento inferior, estavam empilhadas dezenas de discos juvenis, lápis, canetas, diversos livros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;didáticos&lt;/span&gt;, bastante riscados e enfeitados é verdade, mas cuidados até com um pouco de zelo. Fotos e mais fotos, de diversas turmas, apinhavam a parede onde o móvel recostava-se. Os mais diversos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;trecos&lt;/span&gt; de utilidade duvidosa faziam um volume imenso na pequena mesa, tomando-a praticamente por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em outra parede, o guarda-roupa branco, de muitas portas, jazia totalmente fechado e intacto. Pelo cartesianismo encontrado no quarto era provável, ao abrir as portas desse guarda-roupa, encontrá-lo totalmente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;compartimentado&lt;/span&gt; e organizado, com roupas limpas, bem dobradas e perfumadas, prontas para o uso e para o convívio social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nas paredes expostas, metros e metros de prateleiras laqueadas armazenavam uma infinidade de bichos de pelúcia: ursos, cachorros, palhaços, tartarugas e outras formas esquisitas. Bonecas de plástico, em carrinhos ou de frente a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;penteadeiras&lt;/span&gt; também ocupavam as prateleiras de madeira. Tudo limpo e organizado, e em muita quantidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Na cama, a colcha cobria a roupa de cama, era azul e acolchoada. O travesseiro era mantido por cima dela, à espera do repouso &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;tranqüilo&lt;/span&gt; de uma cabeça cheia de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;idéias&lt;/span&gt; e suposições. Em baixo do travesseiro percebia-se um pijama, provavelmente, róseo e de tecido delicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Era sem dúvida um quarto de uma menina, de uma adolescente talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            E no &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;gaveteiro&lt;/span&gt; de plástico, fazendo vezes de um criado mudo, restava um pequeno papel &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;retangular&lt;/span&gt;, já um pouco amarelado e envergado pela incidência solar, escrito com letras hesitantes: Adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-6211444374297301726?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/6211444374297301726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=6211444374297301726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/6211444374297301726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/6211444374297301726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2007/12/um-quarto.html' title='Um quarto'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-6833652205317811821</id><published>2007-11-25T18:28:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T18:29:34.442-08:00</updated><title type='text'>O gole</title><content type='html'>Havia pego a tulipa de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;chope&lt;/span&gt; apenas para ganhar um tempo antes da obrigação de resposta gerada por aquele comentário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do líquido dourado conseguia ver um mundo diferente. A brincadeira dos feixes de luz dourados através do líquido, o fizeram transcender tempo e local, fizeram-no rever o passado em instantes e o futuro também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os rostos de infância, a liberdade de calçadas, muros e terrenos baldios, nada parecia com sua realidade. Mas o mundo dourado em que estava agora, mostrava-lhe um caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As irresponsabilidades de rapazote e os amores rápidos, superficiais e físicos deixaram lembranças divertidas que aquela luz douradas insistia em trazer à tona. Quanta coisa. As irresponsabilidades &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atuais&lt;/span&gt; são tão diferentes, traiçoeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As faces dos presentes à mesa, fixando o olhar, no aguardo de alguma palavra, transfiguravam-se através daquele eldorado líquido e de temperatura tão amena. Pareciam faces estranhas, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;narigudas&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;orelhudas&lt;/span&gt;, pareciam duendes de pele dourada. E aquilo o pressionava e assustava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de um futuro sombrio, mostrado através do fundo espesso daquela tulipa, o fez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;esbugalhar&lt;/span&gt; os olhos, mas o caminho já traçado até agora podia não ter volta. Tudo lhe fazia muros de caminhos estreitos e abissais, como as ruelas antigas de São Luís.&lt;br /&gt;O gole lhe desceu rápido e saboroso levando-lhe o último tanto de fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bateu o copo na mesa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Fodam&lt;/span&gt;-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alto e claro. E levantou-se quase tombando a mesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-6833652205317811821?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/6833652205317811821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=6833652205317811821&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/6833652205317811821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/6833652205317811821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2007/11/o-gole.html' title='O gole'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-3454991978221543603</id><published>2007-11-25T14:34:00.000-08:00</published><updated>2007-11-25T14:40:11.840-08:00</updated><title type='text'>Quarto Escuro</title><content type='html'>Estava num quarto escuro, não sabia ao certo como teria parado ali. Não sabia nem mesmo se aquilo era um quarto. Estava num compartimento fechado e escuro, sem aberturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recostava-se em um dos cantos, encolhido abraçando os próprios joelhos. Chorava copiosamente e a causa desse choro lavado era indefinida, no mínimo era uma lembrança turva e sem nexo de tristezas talvez passadas, talvez não. Chorava e abraçava-se nos joelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esboçou algum esforço para rastejar. Mesmo esse esforço parecendo-lhe descomunal, maior muito que suas possibilidades físicas, abriu bem os olhos, tentando perceber ao menos vultos, soltou os joelhos, que rangeram como dobradiças de ferro ao se moverem, mesmo que lentamente, e visualizou seu objetivo no breu absoluto: apenas mover-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo canto arrastou-se, molhando a parede com sua vertente de lágrimas encostada a ela. Era seu rastro. Um longo período e uma pouca distância se passaram até que ele encontrou um obstáculo. Parecia de madeira, e de lei, espessa e bem polida. Em certos pontos, os prováveis adereços de uma cômoda, torciam-se formando fusos infinitos. Decidiu-se que naquela altura atravessaria o amplo espaço negro à sua direita, deixando a segurança da parede, mas transpondo a dificuldade do móvel. Lançou-se ao amplo negro, sem amarras e pronto para conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virou então em ângulo reto à direita. Parecia mais animado, ao menos parecia ter a coragem necessária para ir além. Ainda arrastando-se, agora sem choro, tocava, pouco tempo depois, os fios de uma espécie de tapete, tentava imaginar quais formas o tal tapete descreveria. Fixou em sua retina uma espécie de espiral. Algo sem fim nem começo, mas que, em sua retina, tinha uma profundidade infinda e o que entrasse na espiral rolaria até o fim dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poeira acumulada no tapete espiral incomodava-lhe, e muito, o nariz. Espirros o fizeram apertar o passo para se afastar daquele incômodo. Nessa fuga esbarrou numa espécie de banco, um tamborete, de madeira. Encarou aquilo como um degrau novo a superar. Ergueu-se e num movimento rápido, tão rápido quanto suas juntas entrevadas podiam deixar, quase num pulo, postava-se em pé no tamborete, que se mantinha rígido e impassível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento algo pêndulo encostou-lhe à testa. Um fio de aço, que não era frio pois estava coberto com uma camada plástica, testou a fixação do fio, envolve-lhe ao pescoço e derrubou o tamborete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu ainda por milésimos de milésimos de segundos algo quente escorrendo-lhe a pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espiral encharcou-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-3454991978221543603?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/3454991978221543603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=3454991978221543603&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/3454991978221543603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/3454991978221543603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2007/11/quarto-escuro.html' title='Quarto Escuro'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-2550363169715276640</id><published>2007-10-28T03:29:00.000-07:00</published><updated>2007-10-28T03:39:47.597-07:00</updated><title type='text'>Qual foi mesmo o filme que ele fez?</title><content type='html'>- Qual foi mesmo o filme que ele fez?&lt;br /&gt;Veio ao meus ouvidos esse pergunta proferida por uma senhora que aplaudia com força e veemência o velhinho que passava, amparado por alguns seguranças devido ao forte assédio do público, para proferir uma palestra.&lt;br /&gt;- Foi o Auto da Compadecida e a Pedra do Reino, que passou na Globo.&lt;br /&gt;- Ah....&lt;br /&gt;Esse rápido diálogo demonstra mais ou menos o clima que pairou na palestra do mais novo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ludovicence&lt;/span&gt; velho, Ariano &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Suassuna&lt;/span&gt;, e como ele está velho, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;hein&lt;/span&gt;? Havia muita gente, muita mesmo, mas havia uma certa interrogação no ar, muita gente estava ali realmente devido à Globo. Que bom que muita gente estava ali, e inclusive melhor ainda, que bom que havia muita gente em todos os dias da I Feira do Livro de São Luís, mas voltando, que bom que muita gente estava ali para ver o velho que fez o "filme" para a Globo.&lt;br /&gt;Depois de alguns dizeres sobre religião, coisa que eu pulo, o velhinho deu um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;show&lt;/span&gt; sobre cultura brasileira, especialmente sobre a negra. Sempre com aquele seu bom humor característico e sua perspicácia danada, o velhinho ainda segura forte a bandeira do nosso nordeste e que continue assim por muitos anos ainda, não podemos ficar órfãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-2550363169715276640?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/2550363169715276640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=2550363169715276640&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/2550363169715276640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/2550363169715276640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2007/10/qual-foi-mesmo-o-filme-que-ele-fez.html' title='Qual foi mesmo o filme que ele fez?'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-4222716154621486455</id><published>2007-10-12T18:37:00.000-07:00</published><updated>2007-10-12T18:39:03.411-07:00</updated><title type='text'>Algumas coisas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Meu Cachorro é brasileiro legítimo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre disposto a agradar e a agradecer. Sempre feliz e disposto, animado com brincadeiras sem graça e repetidas. Uma pessoa totalmente satisfeita com suas possibilidades, companheiro ao extremo. Nunca desiste de convidar-nos para uma corrida.&lt;br /&gt;Mas não é por nada disso que o considero um brasileiro legítimo. Chego a essa conclusão pois, apesar de toda liberdade que tem de andar solto na rua, ele só se sente feliz mesmo quando sai preso à coleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nós merecemos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na rodoviária da empresa:&lt;br /&gt;- E aí Branco, está gostando do novo trampo?&lt;br /&gt;- Rapaz é bom de mais, estou como almoxarife.&lt;br /&gt;- Massa! É moleza, né não?&lt;br /&gt;- É! E ainda: tem muito sabonete e cadeado, muito que sobra, quer uns para você? Eu consigo facinho!&lt;br /&gt;- Não, valeu.&lt;br /&gt;- Besteira rapaz, eu arranjo....&lt;br /&gt;- Quero não, preciso não.&lt;br /&gt;- Besteira, sou eu que controlo, se não, estraga....&lt;br /&gt;- Valeu, mas não, deixa pra depois....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nação Zumbi no Ceprama&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite passada a Nação Zumbi, pela primeira vez na ilha, mostrou que continua em plena forma. O show foi no Ceprama, no bairro da Madre Deus, berço da cultura folclórica maranhense e a poucos metros do mangue. Não podia ser melhor.&lt;br /&gt;Lúcio Maia continua foda na guitarra, pegada massa. E as novas músicas também têm mantido, realmente, o excelente nível que a Nação alcançou. Além de dar uma amenizada na saudade do Chico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-4222716154621486455?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/4222716154621486455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=4222716154621486455&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/4222716154621486455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/4222716154621486455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2007/10/algumas-coisas.html' title='Algumas coisas'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-7370877598466326790</id><published>2007-10-04T14:33:00.000-07:00</published><updated>2007-10-04T14:34:03.590-07:00</updated><title type='text'>Raízes</title><content type='html'>As ligações entre os diversos estilos de música popular brasileira são previsíveis e na maioria das vezes conhecidas, atribuídas à formação étnica do povo brasileiro. Mas são sempre surpreendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei pela primeira vez em São Luís do Maranhão, ignorante quanto à cultura local, fui desacreditado a um arraial, quando me deparei com a força do Bumba-boi de Matraca (ou de sotaque de matraca). Mais especificamente o Bumba-boi de São José de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Ribamar&lt;/span&gt;. Sotaque esse totalmente ligado ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Maracatu&lt;/span&gt; de Baque Virado pernambucano. A batida forte e ritmada. A presença marcante dos instrumentos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;percursivos&lt;/span&gt; e originais. O &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;maracá&lt;/span&gt;, o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pandeirão&lt;/span&gt;, o tambor-onça e, milhares do instrumento que lhe dá nome, a matraca. Dois pedaços de pau. Os adereços dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;brincantes&lt;/span&gt; reforçam ainda mais o parentesco próximo dos dois estilos, especialmente os do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;caboclo&lt;/span&gt; de pena. Isso me marcou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez, numa ilha do atlântico isolada do interior &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;paraense&lt;/span&gt; chamada Ilha do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Algodoal&lt;/span&gt;, sentado numa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;barraquinha&lt;/span&gt; à beira-mar comendo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;sarnambi&lt;/span&gt; e tomando aquela gelada, me vem aos ouvidos um som que me lembrou imediatamente o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Maracatu&lt;/span&gt;, agora, o de Baque Solto. A semelhança com o trabalho do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Siba&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Barrachinha&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Fuloresta&lt;/span&gt; do Samba foi surpreendente. Perguntei a algum morador, talvez fosse o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;garçom&lt;/span&gt; que nos atendia, o que era aquilo: era um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;grupinho&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;carimbó&lt;/span&gt; de nativos da ilha, que viviam no outro extremo. Chapei. No mesmo dia à noite, na mesma barraca, sob uma lua fora do normal e estrela a dar com um pau, houve uma apresentação de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;carimbó&lt;/span&gt;. Massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, e por fim, baixei esses dias um disco de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Noel&lt;/span&gt; Rosa. Que susto: era Bumba-boi de Sotaque de Orquestra soprando nos meus ouvidos. Não era samba, não. De jeito nenhum. E &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Noel&lt;/span&gt; canta boi ou samba? Cada vez vejo que as raízes do samba são as mesmas do boi que são as mesmas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;maracatu&lt;/span&gt; que são as mesmas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;forró&lt;/span&gt;. O que as diferenciou ao longo do tempo foi os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;gênios&lt;/span&gt; dos seus mestres e o isolamento ou não da região de seus mestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes mestres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-7370877598466326790?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/7370877598466326790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=7370877598466326790&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/7370877598466326790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/7370877598466326790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2007/10/razes.html' title='Raízes'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-786357931253469348</id><published>2007-09-23T15:35:00.000-07:00</published><updated>2007-09-23T15:37:13.664-07:00</updated><title type='text'>Crônica</title><content type='html'>&lt;em&gt;.....ainda do exílio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Interessante a necrofilia a que o brasileiro se apega tanto. Normalmente nos apaixonamos pelos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Enxergamo&lt;/span&gt;-na como uma vitória, uma consagração. Nenhum vivo é tão bom quanto qualquer morto. Brasileiro, me incluo nisso como ninguém. Definitivamente. Para mim: os bons estão mortos! Não há discussão sobre isso. Nem tem como haver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Não há mais poeta como Vinicius. Não há mais músico como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Jobim&lt;/span&gt;. Não há mais letrista como Chico Buarque – tudo bem, é uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;exceção&lt;/span&gt;, mas ele vai ser melhor quando morrer! – nem instrumentista como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Pixinguinha&lt;/span&gt;, nem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;roqueiro&lt;/span&gt; como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Jim&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Morrinson&lt;/span&gt;. Nenhum realista como Nelson Rodrigues. Esse é um resumo da minha pequena mente saudosa. Passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        O que vemos hoje são coisas que antes de ser, se tornam históricas, imortais. Incríveis. Toda semana tem um jogo histórico de futebol que na próxima semana será prontamente esquecido. Músicas inesquecíveis, que ninguém mais se lembra. Todos nós hoje fazemos uma força incrível para imortalizar tudo, sendo que o atemporal o será sem grandes esforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Talvez isso que nos encanta nos mortos, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;atemporalidade&lt;/span&gt; naturalmente adquirida. Bem, voltando ao assunto então, por isso os defuntos são tão adorados, na minha insignificante opinião, claro. Eles são eternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        Por outro lado, o que está morto não requer mais cuidado, não requer mais esforço para manter, não incomoda nem se modifica. O que está morto está lá no altar santificado. Esterilizado. A imagem que nos resta é normalmente agradável, afável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        É isso talvez me encante em Natal. Ela está morta. E, como disse, só tenho lembranças boas. Está morta e enterrada. E os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;tapurus&lt;/span&gt; começaram, obviamente, a devorar-lhe pelo cérebro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        É uma cidade entregue aos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;mandos&lt;/span&gt; e desmandos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;gringos&lt;/span&gt;. Sem vontade própria. Sem música própria. Sem cultura própria. Sem nada próprio. Sem gosto. Morta. Linda, como qualquer morta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-786357931253469348?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/786357931253469348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=786357931253469348&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/786357931253469348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/786357931253469348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2007/09/crnica.html' title='Crônica'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-7380098821449116859</id><published>2007-09-22T17:21:00.000-07:00</published><updated>2007-09-22T17:25:48.951-07:00</updated><title type='text'>Lama no Rio</title><content type='html'>&lt;em&gt;Há algum tempo, no exílio.....&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tanta lama que ainda precisei tomar mais umas cervejas para absorver a situação. Meus pés pesavam, aquela lama estuária. Já havia tempo que não escutava dessa forma aquele grito nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria caranguejo, carne de sol. Queria manteiga da terra e cerveja gelada. Queria feijão-verde. Ah, feijão verde, que saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro prato foi Eddie. Antes, teve uma entradazinha em forma de uma bandinha intragável de maracatu. Sei lá o que era aquilo. Chamava-se Pixainho. A demora atiçou-me a fome - o sabor que lembrava do Eddie era do seu início, num bar lá na Doutor Barata, na Ribeira. Mas &lt;em&gt;Metropolitano&lt;/em&gt; trouxe novos sabores, sabores ainda não degustados por mim naquela banda. Virgens. Não surpreendentes. Aprazíveis. Nada como um sambinha, junto com um rockzinho, com alusões a certos frevinhos, um pouco de eletrônico. Criativo. Instiga pensamentos. Escutei atentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima rodada foi de Mundo Livre S/A. Servido à vontade. Jogado na cara. A cariocada deliciou-se, esbanjou-se, nadaram a braço no som nordestino. Mas tive a impressão que o Mundo Livre está um tanto quanto paulista demais. Um certo quê excessivo de profissionalismo. Apesar disso, a banda mostrou nas suas músicas novas do BêbadoGroove Garagesambatransmachine, bastante apoiadas em SambaEsquemaNoise, Guentando a Oia e Carnaval na Obra, ainda uma boa dose de criatividade e sarcasmo, que lhes são característicos. Ritmo contagiante, cavaquinho marcante. A banda está com mais maquiagem e figurino, mas ainda soa bem. Instiga nostalgia. Escutei atentamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas trouxeram um pouco de Nordeste aqui para o Rio. Uma boa brisa na cidade maravilhosa que tanto faz falta, aqui no asfalto. Trouxeram um certo cheiro de tapioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ê feijão verde.&lt;br /&gt;Ê General.&lt;br /&gt;Ê Brigitte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que essa brisa inspire nossos chefs e que eles tirem dos seus fornos-estúdios delícias nossas. Novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ê feijão verde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-7380098821449116859?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/7380098821449116859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=7380098821449116859&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/7380098821449116859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/7380098821449116859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2007/09/lama-no-rio.html' title='Lama no Rio'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1266567741382525393.post-399684407077665598</id><published>2007-09-19T16:13:00.000-07:00</published><updated>2007-09-19T16:50:31.663-07:00</updated><title type='text'>Ariano e Calypso</title><content type='html'>Certa vez li um post num blog de Marlus Apys (www.apyus.com), blog muito bom inclusive, que me inquietou (ponto pro blogueiro). Pôs-me uma pulga atrás da orelha, para não dizer uma preocupação na cabeça. O título do post é “Quem é imbecil?” e foi publicado originalmente no JH Primeira Edição de 31/07/2007. Sugiro a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post fala de um vídeo disponível no site Youtube em que Ariano Suassuna detona a banda Calypso. E o post detona Ariano Suassuna. E achei, por menos relevante que fosse, achei importante emitir opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, verifiquemos as partes: não sei quantos anos o velhinho tem, mas são muitos, muitos mesmos. É comum em todo ser humano resistência às mudanças, ainda mais no pessoal de certa idade. Isso se vê até em expressões como: isso não é Rooooock de verdade. O velhinho tem um obra literária e teatral ímpar. E quase a totalidade falando com franqueza de uma certa faceta do nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já pela outra parte: quem teve a oportunidade de conhecer o carimbó que ainda é feito no interior do Pará, quem conhece um pouco da cultura verdadeiramente do norte, sabe da real distância disso para o que o Calypso faz. Isso eu, ainda que pouco, conheci e sei. O que dizer sobre os forrós atuais com os forrós pé-de-serra? O que se dizer do É o Tchan?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apyus no decorrer do texto cita alguns versos da Bossa Nova em alusão aos versos criticados pelo escritor da banda paraense. É fato que os versos são pobres. Isoladamente. Vamos colocar os versos nas músicas e vamos colocar as músicas no contexto cultural da época. E agora? Chega de Saudade intitulou o primeiro disco da dita Bossa Nova, disco que causou um impacto tremendo nas bases culturais brasileiras na voz de João Gilberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, claro, que a banda Calypso tem seu mérito. Agora, esse mérito tem muito pouco do movimento punk, ao contrário do que é dito no blog. Foi uma banda, como tantas outras, fabricadas pela mídia, primeiramente a paraense e depois a nacional. Assim como Limão com Mel, Mastruz com Leite, É oTchan. A distorção que todas essas bandas geraram na sua cultura local é totalmente repugnante e dispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi algumas palestras do escritor paraibano. Ele nunca se intitulou como popular, muito pelo contrário, disse claramente que não se considerava popular justamente pelo fato de que o seu público é justamente uma minoria e pela sua formação universitária. O assunto da sua obra é que é o popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apyus pergunta no seu texto quantas crianças ainda dançavam ciranda. Em Natal eu não sei, cidade totalmente desenraizada. Mas dá um pulo aqui no Maranhão. Dá um pulo em Pernambuco. Vai lá no Rio de Janeiro. Dá para ter uma idéia que não são tão poucas assim. Nem todo lugar no Brasil tem vergonha de suas raízes como o natalense tem. E essa cultura riquíssima, que ainda vive em alguns pontos do Brasil, deve muito a algumas pessoas, uma delas é Ariano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bactérias num meio, é cultura” disse certa vez um Arnaldo. Tentar criticar o que se escuta por aí é besteira. Valorizar, só porque é escutado, é uma besteira maior ainda. Deixem o velho pensar, pois ele pensa. Não se preocupem com isso. Deixem o Calypso tocar, que ele se acabará logo. Restando apenas uma gorda fortuna para os donos da banda, nada mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1266567741382525393-399684407077665598?l=coisasdailha.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://coisasdailha.blogspot.com/feeds/399684407077665598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1266567741382525393&amp;postID=399684407077665598&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/399684407077665598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1266567741382525393/posts/default/399684407077665598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://coisasdailha.blogspot.com/2007/09/ariano-e-calypso.html' title='Ariano e Calypso'/><author><name>Luiz</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11859836415602276650</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
